O que é um suplemento de crómio?
Resposta curta
Um suplemento de crómio é um produto mineral que fornece crómio numa forma suplementar, geralmente sob a forma de um composto específico indicado no rótulo. A absorção de crómio é baixa e variável, e o valor mais importante a comparar é a quantidade de crómio elementar por dose.
Fatos rápidos
- Na nutrição, crómio significa Cr(III), não crómio(VI).
- A absorção é baixa e varia consoante a forma química.
- O valor importante no rótulo é o de crómio elementar.
- A evidência relativa à perda de peso aponta para efeitos pequenos e inconsistentes.
- As pessoas com doença renal ou hepática precisam de cuidados adicionais.
- O crómio pode potenciar o efeito da insulina ou de medicamentos para a diabetes.

O que é um suplemento de crómio e como funciona?
Na nutrição, crómio significa Cr(III), não crómio(VI)
O parecer de 2014 da European Food Safety Authority afirma que não há provas convincentes de que o crómio seja um nutriente essencial, pelo que não estabeleceu um valor de referência para a população relativo ao crómio. NIH ODS EFSA
As formas mais frequentes nos rótulos dos suplementos
| Forma indicada no rótulo | O que é | O que diz a evidência sobre a absorção |
|---|---|---|
| Cloreto de crómio | Outra forma comum em suplementos | Cerca de 0,4% absorvido num exemplo apresentado pelo NIH. NIH ODS |
Como se pensa que o crómio atua
O principal papel biológico proposto está relacionado com a sinalização da insulina. Trata-se de um mecanismo proposto, não de uma prova de resultados fiáveis para todas as pessoas que o utilizam. NIH ODS EFSA
A absorção é baixa e variável. O NIH estima que a absorção do crómio presente nos alimentos seja de cerca de 0,4% a 2,5% e que a absorção do crómio proveniente de suplementos seja de cerca de 0,1% a 5,2%, consoante o complexo de crómio. A EFSA apresenta intervalos semelhantes, e ambas as fontes assinalam que a forma química é importante. NIH ODS EFSA
O valor importante na tabela de informação do suplemento é o do crómio elementar, não o peso total do composto de crómio.
O NIH apresenta o picolinato de crómio como exemplo: cerca de 12,4% da sua composição é crómio elementar. NIH ODS
Os suplementos de crómio são produtos minerais, não substitutos do tratamento da diabetes. O NCCIH adverte especificamente para não substituir cuidados eficazes para a diabetes por um produto de saúde sem eficácia comprovada. NCCIH
Que benefícios são efetivamente sustentados pela evidência?
O que permite o enquadramento da UE
Esta é a distinção fundamental: uma alegação tem de passar por uma avaliação formal antes de poder ser utilizada em alimentos ou suplementos na UE.

| Nível | O que a evidência sustenta |
|---|---|
| Evidência em humanos | As revisões resumidas pelo NIH e pelo NCCIH mostram apenas alterações pequenas e inconsistentes nos indicadores de glicose em alguns adultos com diabetes tipo 2, cuja relevância clínica não é clara. NIH ODS chromium fact sheet NCCIH diabetes and dietary supplements |
O que as revisões mostram efetivamente
O NIH Office of Dietary Supplements afirma que as revisões sistemáticas e meta-análises sobre o crómio na diabetes tipo 2 encontraram reduções modestas na glicemia em jejum e na HbA1c, mas a relevância clínica continua a não ser clara. O NCCIH transmite a mesma mensagem geral: uma revisão de 2022 de 16 estudos com 868 participantes sugeriu possíveis melhorias na HbA1c, na glicemia em jejum e na resistência à insulina, mas os estudos eram pequenos, variavam entre si e não permitiram chegar a conclusões claras. NIH ODS chromium fact sheet NCCIH diabetes and dietary supplements
Pequenos efeitos estatísticos não são o mesmo que um benefício expressivo na vida real, e a evidência relativa ao crómio continua nesse intervalo de incerteza.
Como interpretar a publicidade ao crómio
Promessas de energia rápida, equilíbrio hormonal ou bem-estar geral são alegações publicitárias, não provas de um benefício sustentado pelo processo de avaliação de alegações da EFSA ou pela evidência das revisões acima.
Que alimentos contêm crómio e em que quantidade?
O NIH Office of Dietary Supplements afirma que o teor de crómio pode variar com as condições do solo e da água, o processamento dos alimentos e até a transferência a partir de equipamentos de aço inoxidável durante a preparação. Por isso, as tabelas de composição dos alimentos servem apenas como orientação geral. EFSA Scientific Opinion on chromium NIH ODS chromium fact sheet
Alimentos do dia a dia que contribuem para a ingestão
É por isso que a ingestão de crómio resulta muitas vezes de uma alimentação variada habitual, e não de um único alimento que se destaque. EFSA Scientific Opinion on chromium
| Exemplo de alimento | Quantidade aproximada indicada pelo ODS | O que importa recordar |
|---|---|---|
| Sumo de uva | ~7,5 µg | Um dos exemplos com valores mais elevados indicados na ficha informativa do NIH ODS. NIH ODS chromium fact sheet |
| Fiambre ou queque de trigo integral | ~3,6 µg | Mostra que tanto os alimentos à base de carne como os cereais podem contribuir. NIH ODS chromium fact sheet |
| Banana | ~1,0 µg | Um exemplo com um valor mais baixo que, ainda assim, contribui para a ingestão total. NIH ODS chromium fact sheet |
Porque é que as estimativas continuam a ser aproximadas
A ficha informativa do NIH ODS também cita ingestões médias nos EUA de cerca de 54 µg/dia para homens e 29 µg/dia para mulheres, bem como cerca de 27 µg numa alimentação equilibrada de 2.000 kcal, o que mostra até que ponto a estimativa depende de tudo o que se come. EFSA Scientific Opinion on chromium NIH ODS chromium fact sheet
É mais fácil compreender a ingestão de crómio considerando a alimentação ao longo do dia do que um valor exato num único rótulo.
Para quem compara um suplemento de crómio com os alimentos, a conclusão prática é simples: use as tabelas de alimentos como orientação aproximada, não como um total preciso, porque a variação entre lotes e a preparação dos alimentos podem alterar o valor. NIH ODS chromium fact sheet
O crómio ajuda a perder peso?
A melhor evidência proveniente de estudos aleatorizados aponta para pequenas alterações médias, não para um efeito significativo na perda de gordura. Na NIH Office of Dietary Supplements weight-loss fact sheet, uma revisão Cochrane de 2013 de 9 ensaios com adultos com excesso de peso ou obesidade (n=622; 8 semanas a 6 meses; 200 a 1.000 µg/dia) concluiu que o picolinato de crómio reduziu o peso corporal em cerca de 1,1 kg face ao placebo, mas classificou a relevância clínica como discutível e a qualidade da evidência como baixa. Uma segunda revisão de 11 ensaios (n=866; 137 a 1.000 µg/dia; 8 a 26 semanas) comunicou um peso corporal 0,5 kg inferior e uma percentagem de gordura corporal 0,46% inferior.

A NIH chromium fact sheet, mais abrangente, descreve uma meta-análise de 2019 de 21 ensaios com 1.316 adultos com excesso de peso ou obesidade que utilizaram 200 a 1.000 µg/dia durante 9 a 24 semanas. As diferenças médias foram um peso corporal 0,75 kg inferior, um IMC 0,40 kg/m² inferior e uma percentagem de gordura corporal 0,68% inferior, sem alterações significativas no perímetro da cintura ou na relação cintura-anca.
| Revisão | População e exposição | Resultado médio | Conclusão principal |
|---|---|---|---|
| Revisão Cochrane de 2013 | 9 ensaios; n=622; adultos com excesso de peso ou obesidade; 200 a 1.000 µg/dia; 8 semanas a 6 meses | Peso corporal cerca de 1,1 kg inferior ao observado com placebo | Pequena alteração média; relevância clínica discutível |
| Segunda revisão sistemática | 11 ensaios; n=866; 137 a 1.000 µg/dia; 8 a 26 semanas | Peso corporal 0,5 kg inferior; gordura corporal 0,46% inferior | Detetável, mas modesto |
| Meta-análise de 2019 | 21 ensaios; n=1.316 adultos com excesso de peso ou obesidade; 200 a 1.000 µg/dia; 9 a 24 semanas | Peso corporal 0,75 kg inferior; IMC 0,40 kg/m² inferior; gordura corporal 0,68% inferior | Sem alterações significativas no perímetro da cintura |
Porque é que os valores variam
As revisões diferem porque os estudos utilizaram doses, durações e modelos de ensaio diferentes, e a evidência disponível é, no geral, de curto prazo. Isso torna o efeito médio instável e ajuda a explicar por que motivo uma revisão encontra uma alteração um pouco maior do que outra.
O crómio não queima gordura; na melhor das hipóteses, o efeito médio observado nos ensaios é pequeno, inconsistente e, muitas vezes, demasiado reduzido para ter importância na vida real.
O que esperar na prática
Os ensaios controlados por placebo não mostram que o crómio, por si só, possa alterar a composição corporal. Se a promessa de um produto assenta numa alteração visível do peso sem um plano mais abrangente, as revisões acima não sustentam essa expectativa.
De quanto crómio precisa e como deve tomá-lo?
Os valores de referência de ingestão não são iguais em todo o lado
O Food and Nutrition Board dos Estados Unidos utiliza valores de ingestão adequada (AI) para o crómio, em vez de uma dose diária recomendada (RDA) propriamente dita. Para adultos dos 19 aos 50 anos, a AI é de 35 µg/dia para homens e 25 µg/dia para mulheres; a partir dos 51 anos, é de 30 µg/dia para homens e 20 µg/dia para mulheres. A ficha informativa do NIH também apresenta dados limitados sobre a ingestão, de cerca de 54 µg/dia para homens e 29 µg/dia para mulheres, com dietas equilibradas de 2 000 kcal a fornecerem, em média, cerca de 27 µg/dia. Ficha informativa do NIH Office of Dietary Supplements sobre o crómio
A Europa não utiliza o mesmo valor de referência para o crómio. O parecer científico da EFSA concluiu que não existem provas convincentes de que o crómio seja um nutriente essencial e que não é adequado estabelecer um valor de ingestão adequada. Por outras palavras, os leitores podem encontrar metas diferentes, ou não encontrar qualquer valor de referência para o crómio, consoante o mercado. Parecer científico da EFSA sobre os valores de referência de ingestão de crómio
| Referência | Quantidade | O que significa |
|---|---|---|
| Estados Unidos, homens dos 19 aos 50 anos | 35 µg/dia | AI do Food and Nutrition Board |
| Estados Unidos, mulheres dos 19 aos 50 anos | 25 µg/dia | AI do Food and Nutrition Board |
| Estados Unidos, homens a partir dos 51 anos | 30 µg/dia | AI do Food and Nutrition Board |
| Estados Unidos, mulheres a partir dos 51 anos | 20 µg/dia | AI do Food and Nutrition Board |
| Europa | Não foi estabelecida uma AI para o crómio | A EFSA considerou que as provas não eram suficientemente convincentes |
As doses utilizadas nos estudos são muito superiores à ingestão através dos alimentos
Quando o crómio é estudado como suplemento, as doses são geralmente muito superiores à ingestão através dos alimentos. A ficha informativa do NIH sobre perda de peso descreve ensaios com 137 a 1 000 µg/dia, frequentemente 200 a 1 000 µg/dia, de picolinato de crómio. Um resumo de uma conferência referiu um intervalo terapêutico de 500 a 1 000 µg/dia e uma «ingestão alimentar diária estimada como segura e adequada» de 50 a 200 µg/dia. Estes valores correspondem a doses utilizadas em estudos, não a metas de ingestão alimentar. Ficha informativa do NIH ODS sobre perda de peso Resumo da conferência do NIH ODS
Como ler o rótulo e manter uma rotina simples
Compare os produtos pela quantidade de crómio declarada, em microgramas por dose diária. O valor útil para a comparação é a quantidade de crómio em si, porque todos os valores de ingestão acima são expressos em µg/dia de crómio. Se um rótulo indicar um composto como o picolinato de crómio, consulte a tabela de composição para saber a quantidade de crómio que está efetivamente a ingerir.
Mais microgramas no rótulo não fazem automaticamente de um suplemento de crómio uma melhor escolha; compare os µg/dia declarados com o valor de referência de ingestão e o intervalo de doses estudado.
Na utilização diária, a regularidade é mais importante do que procurar um valor mais elevado: tome-o à mesma hora todos os dias para ser mais fácil lembrar-se e, se um produto lhe causar desconforto no estômago, tomá-lo com alimentos pode facilitar o cumprimento das indicações do rótulo. A ficha informativa do NIH também assinala que não foi estabelecido um limite superior de ingestão tolerável para o crómio, pelo que valores mais elevados não devem ser considerados uma meta por defeito. Ficha informativa do NIH Office of Dietary Supplements sobre o crómio
O crómio pode ajudar pessoas com diabetes?
As provas em seres humanos apresentadas nos resumos fornecidos dizem sobretudo respeito à diabetes tipo 2. O NCCIH cita uma revisão de 2022 de 16 estudos com 868 participantes, na qual a suplementação com crómio esteve associada a valores mais baixos de HbA1c, glicemia em jejum e resistência à insulina em pessoas com diabetes tipo 2 NCCIH. O NIH Office of Dietary Supplements também descreve um ensaio aleatorizado de 1997 com 180 adultos com diabetes tipo 2: 1 000 µg/dia de picolinato de crómio reduziram a glicemia em jejum, a glicemia após prova de sobrecarga e a HbA1c em comparação com o placebo, enquanto 200 µg/dia reduziram a HbA1c, mas com efeitos menos acentuados NIH ODS.

| Indicador | O que indicam os resumos fornecidos | Fonte das provas |
|---|---|---|
| Glicemia em jejum | Foram comunicados valores mais baixos em alguns estudos sobre a diabetes tipo 2, incluindo o ensaio de 1997 e revisões posteriores, mas o efeito global é pequeno e inconsistente NIH ODS | ODS |
| HbA1c | Foram comunicadas reduções no ensaio de 1997 e na revisão de 2022 citada pelo NCCIH, mas a sua relevância clínica continua por esclarecer NCCIH NIH ODS | NCCIH / ODS |
| Resistência à insulina | A revisão de 2022 citada pelo NCCIH comunicou uma menor resistência à insulina em pessoas com diabetes tipo 2 NCCIH | NCCIH |
| Lípidos | Os resumos fornecidos não apresentam resultados sobre os lípidos suficientemente sólidos para orientar decisões sobre o crómio na diabetes NIH ODS | ODS |
Porque continuam os resultados a ser contraditórios
O ODS afirma que as provas relativas à diabetes tipo 2 continuam a ser inconsistentes, e uma revisão de 2019 que abrangeu oito meta-análises e revisões sistemáticas de 58 ensaios clínicos encontrou apenas ligeiras reduções da glicose plasmática em jejum e da HbA1c, mantendo-se incerta a sua relevância clínica NIH ODS. Em termos simples, os valores melhoram um pouco em alguns estudos, mas não o suficiente para o ODS considerar o crómio uma estratégia fiável para a diabetes.
«a relevância clínica continua por esclarecer» NIH ODS
Ainda assim, o ODS afirma que não há casos documentados de deficiência de crómio em pessoas saudáveis NIH ODS.
Diabetes tipo 1 e pré-diabetes
Os resumos fornecidos centram-se na diabetes tipo 2 e não apresentam provas relevantes de ensaios sobre a diabetes tipo 1 NIH ODS. Quanto à pré-diabetes, os resumos não apresentam conclusões específicas sobre o crómio. O crómio também não deve ser utilizado em substituição de medicamentos prescritos para reduzir a glicemia, de escolhas alimentares, do controlo do peso ou da atividade física; o NCCIH alerta expressamente contra a substituição de tratamentos médicos por produtos ou práticas de saúde cuja eficácia não está comprovada NCCIH.
Quando falar com um profissional de saúde
Se tem diabetes e está a pensar começar a tomar crómio, fale primeiro com o profissional de saúde que o acompanha, em vez de começar por iniciativa própria. Isto é especialmente importante se já utiliza insulina ou outro medicamento para a diabetes, porque a questão prática não é saber se um suplemento está na moda, mas sim se é compatível com o seu plano de tratamento atual e com os seus padrões de glicemia NCCIH.
Que efeitos secundários, interações e grupos de risco importa conhecer?
Efeitos secundários mais frequentemente comunicados
As queixas mais frequentemente descritas com suplementos de crómio são digestivas: dores de estômago e inchaço abdominal. Ficha informativa do NIH Office of Dietary Supplements sobre o crómio Panorâmica do NCCIH sobre diabetes e suplementos alimentares
Na prática, isto significa que os problemas mais comuns estão geralmente relacionados com a tolerância ao suplemento, e não com uma reação intensa, mas um desconforto persistente no estômago continua a ser uma boa razão para deixar de o tomar e reavaliar a situação. Ficha informativa do NIH Office of Dietary Supplements sobre o crómio
Quando os possíveis danos se tornam mais preocupantes
A mesma ficha informativa refere que as pessoas com doença renal ou hepática podem ser mais suscetíveis a efeitos adversos de doses elevadas provenientes de suplementos. O parecer da EFSA sobre o crómio também assinala que estudos em seres humanos com doses até 1 000 µg/dia não comunicaram efeitos adversos nos dados limitados disponíveis, mas a avaliação de segurança foi condicionada pela caracterização incompleta dos produtos. Ficha informativa do NIH Office of Dietary Supplements sobre o crómio Parecer científico da EFSA sobre os valores de referência de ingestão de crómio Discussão da EFSA sobre os dados de segurança da levedura enriquecida com crómio
A principal interação: tratamentos que reduzem a glicemia
A principal preocupação quanto a interações é um efeito adicional de redução da glicemia quando o crómio é tomado com insulina ou outros medicamentos para a diabetes. Uma vez que o crómio foi estudado pelos seus efeitos na glicemia, combiná-lo com tratamentos que a reduzem pode tornar o efeito global mais difícil de prever. Se já utiliza insulina ou medicamentos antidiabéticos, o crómio é um produto cuja utilização deve ser acompanhada por um profissional de saúde, não algo a acrescentar sem ponderação. Ficha informativa do NIH Office of Dietary Supplements sobre o crómio Panorâmica do NCCIH sobre diabetes e suplementos alimentares
| Grupo | Porque é importante ter cautela |
|---|---|
| Pessoas com doença renal | O ODS afirma que podem ser mais suscetíveis a efeitos adversos de doses elevadas provenientes de suplementos. Ficha informativa do NIH Office of Dietary Supplements sobre o crómio |
| Pessoas com doença hepática | O ODS faz a mesma advertência, e existem relatos de casos relacionados com o fígado nos dados de segurança. Ficha informativa do NIH Office of Dietary Supplements sobre o crómio |
| Pessoas que utilizam insulina ou medicamentos para a diabetes | Um efeito adicional de redução da glicemia é a principal preocupação quanto a interações. Panorâmica do NCCIH sobre diabetes e suplementos alimentares |
Se o crómio lhe causar desconforto persistente no estômago, ou se desenvolver sintomas que possam ser compatíveis com uma glicemia baixa enquanto utiliza insulina ou medicamentos para a diabetes, deixe de o tomar e procure rapidamente aconselhamento médico.
A regra mais simples é esta: deixe de tomar o suplemento se não o tolerar bem e procure ajuda rapidamente se surgirem sintomas enquanto também utiliza um tratamento que reduz a glicemia. Ficha informativa do NIH Office of Dietary Supplements sobre o crómio Panorâmica do NCCIH sobre diabetes e suplementos alimentares
Como escolher um suplemento de crómio?
Comece pelo dado mais importante do rótulo: a quantidade de crómio elementar por dose, e não apenas o nome do composto. Um produto pode indicar uma fonte ou um sal específico de crómio. Por isso, compare a quantidade declarada de crómio e a respetiva forma, e prefira uma fórmula tão simples quanto possível, em vez de se guiar pela linguagem promocional. A EFSA assinala que os requerentes de autorização para fontes de nutrientes devem fornecer dados sobre segurança e biodisponibilidade. Esta é uma das razões pelas quais a fonte identificada deve fazer parte da comparação, e não apenas a promessa na frente da embalagem orientações da EFSA sobre fontes de nutrientes.
Compare o rótulo, não o slogan
Na UE, os rótulos dos suplementos alimentares devem indicar a dose diária recomendada, uma advertência para não exceder a dose indicada, uma declaração de que os suplementos não devem substituir uma alimentação variada e uma advertência para os manter fora do alcance das crianças. A publicidade não deve apresentá-los como produtos destinados à prevenção ou ao tratamento de doenças EFSA sobre suplementos alimentares procedimento da EFSA relativo às alegações de saúde.
| O que comparar | O que verificar na embalagem | Razão prática |
|---|---|---|
| Crómio elementar | Quantidade por dose, na unidade indicada | Permite comparar produtos com base no mesmo critério |
| Forma de crómio | Fonte ou composto identificado | Mostra o que a fórmula contém efetivamente |
| Forma de apresentação | Comprimido, cápsula ou goma mastigável | Ajuda a escolher um produto de acordo com as suas preferências |
| Detalhes da fórmula | Excipientes, alergénios, adequação a vegetarianos ou veganos | Ajuda a evitar ingredientes que não deseja consumir |
Preste atenção aos detalhes fáceis de ignorar
Comprimidos, cápsulas e gomas mastigáveis podem diferir bastante nos excipientes, adoçantes, agentes de revestimento e materiais das cápsulas. Por isso, consulte a lista completa de ingredientes se precisar de uma opção que tenha em conta os alergénios ou que seja adequada a vegetarianos ou veganos. Se um produto contiver uma mistura de composição exclusiva que não indique claramente a quantidade de crómio, é um sinal para o deixar de lado.
Os testes realizados por entidades independentes ou um documento de qualidade disponibilizado podem oferecer alguma tranquilidade adicional, quando existem, mas não tornam automaticamente uma forma de crómio melhor do que outra. Verifique também o prazo de validade e as instruções de conservação antes de comprar; a qualidade do suplemento faz parte daquilo por que está a pagar.
O rótulo mais simples costuma ser o mais fácil de comparar: uma quantidade clara de crómio elementar, uma fonte identificada, uma lista curta de ingredientes e nenhuma promoção de megadoses.
Evite duplicações acidentais
Se já toma um multivitamínico ou outro produto com minerais que contenha crómio, some as quantidades para não duplicar acidentalmente este ingrediente, a menos que um profissional de saúde lhe tenha recomendado fazê-lo. Essa simples verificação é muitas vezes mais útil do que se deixar atrair por mensagens mais chamativas na frente da embalagem.
Segurança e precauções
Os suplementos de crómio podem causar dores de estômago e distensão abdominal, e as pessoas com doença renal ou hepática podem ser mais suscetíveis a efeitos adversos decorrentes de ingestões elevadas através de suplementos. O crómio também pode potenciar o efeito de redução da glicose da insulina ou de outros medicamentos para a diabetes. Por isso, se toma medicação, fale com um profissional de saúde antes de o utilizar.
Se está grávida ou pensa dar crómio a uma criança, consulte primeiro um profissional de saúde. Mantenha os suplementos fora do alcance das crianças e siga as instruções de dosagem e conservação indicadas no rótulo.
Perguntas frequentes
Os suplementos de crómio são adequados para pessoas veganas?
Alguns podem ser, mas isso depende da forma de apresentação e dos restantes ingredientes. Verifique o invólucro da cápsula, os revestimentos, os edulcorantes, os excipientes e a lista completa de ingredientes. Procure também uma indicação clara de adequação para vegetarianos ou veganos, caso exista.
O crómio pode ser tomado juntamente com um multivitamínico?
Pode, mas a quantidade total de crómio acumula-se entre produtos. Verifique a quantidade de crómio elementar no multivitamínico e no suplemento de crómio separado, para não duplicar inadvertidamente a ingestão desse ingrediente.
Qual é a diferença entre o picolinato de crómio e a levedura enriquecida com crómio?
O picolinato de crómio é um composto específico de crómio, enquanto a levedura enriquecida com crómio contém crómio associado à levedura. O texto não mostra que uma das formas seja claramente melhor em termos gerais. Assim, a diferença prática prende-se sobretudo com o tipo de fonte e com a necessidade de comparar o crómio elementar e a qualidade dos produtos.
Porque é que alguns rótulos indicam o crómio em microgramas e não em miligramas?
Porque as quantidades de crómio são habitualmente apresentadas como quantidades diárias muito pequenas, e a comparação útil é o valor de crómio elementar por dose. O texto utiliza os microgramas como unidade de referência, pelo que esta é a forma mais clara de comparar produtos.
Como devem ser conservados os suplementos de crómio?
Siga as instruções de conservação da embalagem e verifique o prazo de validade antes de comprar ou utilizar o produto. O texto não indica nenhuma regra especial de conservação além de manter o produto em condições adequadas para utilização e fora do alcance das crianças.
Fontes
- Chromium - Health Professional Fact Sheet (link externo)
- Scientific Opinion on Dietary Reference Values for chromium (link externo)
- Health claim application procedure | EFSA (link externo)
- Dietary Supplements for Weight Loss - Health Professional Fact Sheet (link externo)
- Cr & V Supplementation: Nutrition or Pharmacology (link externo)
- Diabetes and Dietary Supplements: What You Need To Know | NCCIH (link externo)
- Parma, 2 June 2009 (link externo)
- Food supplements | EFSA (link externo)
- Nutrient source application procedure | EFSA (link externo)


