Pular para o conteúdo

Vitamina D na gravidez: o que saber, dose e segurança

Publicado · Revisado · Por Tigoo redaktionSupplements

Resposta curta

As necessidades de vitamina D na gravidez são normalmente discutidas como totais diários de todas as fontes, e não como doses de tratamento. O artigo cita 10 µg/dia (400 UI) na Suécia e 15 µg/dia (600 UI) nas orientações de gravidez dos EUA, com 100 µg/dia (4 000 UI) como limite máximo. Some o seu suplemento pré-natal, qualquer vitamina D extra e os alimentos fortificados, e fale com um profissional de saúde se tomar medicamentos ou tiver doença renal, má absorção ou condições semelhantes.

Fatos rápidos

  • A Suécia usa 10 µg/dia (400 UI) para adultos, incluindo grávidas e mulheres a amamentar.
  • A orientação de gravidez dos EUA citada no artigo é de 15 µg/dia (600 UI).
  • O limite máximo é de 100 µg/dia (4 000 UI/dia) para grávidas e mulheres a amamentar.
  • A vitamina D de suplementos pré-natais, suplementos separados e alimentos fortificados conta toda para o total diário.
  • A vitamina D toma-se melhor com uma refeição que contenha gordura.
  • A análise de rotina da vitamina D não é universalmente recomendada numa gravidez sem complicações.
Vitamina D na gravidez: o que saber, dose e segurança

O que faz a vitamina D durante a gravidez?

Ajuda o organismo a gerir o cálcio e o fósforo

A EFSA descreve a principal função da vitamina D como a manutenção da absorção de cálcio e fósforo, e afirma que a deficiência leva a uma mineralização óssea prejudicada porque o cálcio e o fósforo são absorvidos com menos eficiência. A EFSA scientific opinion on dietary reference values for vitamin D também observa que a relação entre a 25(OH)D sérica e os desfechos relacionados com a gravidez é variável e incerta, razão pela qual o estado é discutido com cuidado e não por suposições. A folha informativa para consumidores do NIH ODS diz que a vitamina D pode ser produzida na pele após a exposição solar e também pode vir da alimentação e dos suplementos.

Na gravidez, este papel na gestão dos minerais é importante porque a mãe tem de manter estável o seu próprio equilíbrio de cálcio, enquanto a homeostase do cálcio fetal e o desenvolvimento esquelético fazem parte do quadro analisado pela EFSA.

Funciona através de formas circulantes e ativas

A EFSA descreve a 25(OH)D como a forma circulante com uma meia-vida mais longa e a 1,25(OH)2D como o metabolito biologicamente ativo, e observa que a 25(OH)D é armazenada no tecido adiposo, no músculo e no fígado. Isto significa que o estado da vitamina D reflete mais do que uma única refeição ou um único dia de exposição solar; reflete a quantidade que o organismo tem disponível ao longo do tempo. A análise da EFSA coloca estas formas no centro da forma como a vitamina D é avaliada e interpretada.

A folha informativa para consumidores do NIH ODS também inclui a função muscular e imunitária entre os papéis fisiológicos da vitamina D, a par da absorção de cálcio e da saúde óssea. Para os leitores, o ponto prático é simples: a gravidez é uma fase em que tanto um estado baixo como uma ingestão excessiva merecem atenção, porque o equilíbrio mineral está a ser gerido para dois.

Deficiência, suficiência e excesso não são a mesma coisa

EstadoSignificado geralO que dizem as evidências
Deficiência Vitamina D insuficiente para uma gestão mineral normal. A EFSA afirma que a deficiência prejudica a mineralização óssea porque a absorção de cálcio e fósforo é ineficiente.
Suficiência Vitamina D suficiente para a função normal, sem um limiar fixo para a gravidez. A EFSA usa a 25(OH)D sérica como marcador de estado, mas observa incerteza quanto à concentração associada aos desfechos da gravidez.
Excesso Ingestão suficientemente elevada para levantar preocupações de segurança. O ODS alerta que vitamina D em excesso pode causar hipercalcemia e hipercalciúria, com sintomas como náuseas, vómitos, fraqueza, confusão, sede e cálculos renais.
A gravidez é a fase em que a vitamina D tem de ser suficiente para a gestão normal do cálcio e dos minerais ósseos, mas não tão elevada que crie problemas de segurança.

De quanta vitamina D precisam as grávidas?

Objetivos diários, não doses de tratamento

A EFSA descreve os valores de referência dietéticos como a quantidade de um nutriente que deve ser consumida regularmente para manter a saúde, e utiliza enquadramentos de ingestão como a necessidade média, a ingestão de referência para a população e o limite máximo (EFSA DRV summary report). Por outras palavras, os valores abaixo são objetivos de ingestão diária para uso rotineiro, não doses de tratamento separadas. Para conversão de unidades, 1 micrograma de vitamina D equivale a 40 UI.

De quanta vitamina D precisam as grávidas?
A EFSA descreve os valores de referência dietéticos como a quantidade de um nutriente que deve ser consumida regularmente para manter a saúde, e utiliza enquadramentos de ingestão como a necessidade média, a ingestão de referência para a população e o limite máximo ( EFSA DRV summary report ).

O que dizem as principais autoridades na gravidez

AutoridadeObjetivo na gravidezContexto de lactação ou adultoComo a recomendação é formulada
NASEM / NIH ODS15 µg/dia (600 UI)DDR específica para a gravidez na folha informativa citadaObjetivo de ingestão diária
Suécia / orientação nórdica10 µg/dia (400 UI)10 µg/dia para adultos, incluindo grávidas e mulheres a amamentarA mesma ingestão de referência é usada em todos estes grupos
UK NICE, conforme resumido pelo ODS10 µg/dia (400 UI)Suplemento diário aconselhado a todas as grávidasSuplementação de rotina
WHO, conforme resumido pelo ODSSem recomendação de suplemento universal de rotinaNão recomendado para melhorar desfechos perinataisNão é uma política universal de suplementação diária

Os valores diferem porque as autoridades estão a usar diferentes instrumentos de política: algumas publicam valores de referência de ingestão, algumas aconselham um suplemento diário universal na gravidez, e a WHO não recomenda suplementação de rotina para todas as grávidas com o objetivo de melhorar os desfechos perinatais (folha informativa do ODS sobre gravidez). Na Suécia, os mesmos 10 µg/dia aplicam-se a adultos, grávidas e mulheres a amamentar, por isso a gravidez não altera aí a quantidade diária indicada (Livsmedelsverket).

Calcule o total diário completo

A análise da EFSA sobre a gravidez usa a ingestão total de vitamina D proveniente da alimentação habitual, dos alimentos fortificados e dos suplementos ao descrever a relação entre ingestão e estado, pelo que a quantidade do seu suplemento pré-natal, de qualquer produto separado de vitamina D e dos alimentos fortificados conta toda para o total diário (EFSA scientific opinion on vitamin D DRVs). O erro prático é somar um suplemento pré-natal e uma cápsula separada de vitamina D sem primeiro verificar a soma no rótulo. Se escolher mais do que um produto, some primeiro os microgramas antes de decidir se o total corresponde ao objetivo para a gravidez.

Verifique primeiro o total no rótulo em microgramas e depois converta para UI, se necessário: 10 µg são 400 UI e 15 µg são 600 UI.

O que mostram realmente os estudos e as alegações autorizadas?

O que a vitamina D está oficialmente autorizada a alegar

A análise da EFSA sobre a gravidez examinou a 25(OH)D materna em relação à pré-eclâmpsia, ao nascimento de recém-nascido pequeno para a idade gestacional e ao parto pré-termo, mas concluiu que a evidência era demasiado variável para definir limiares claros na gravidez. EFSA scientific opinion on dietary reference values for vitamin D

O que os ensaios e as revisões sugerem na gravidez

O efeito mais claro e mais repetível é bioquímico: a suplementação com vitamina D aumenta a 25(OH)D materna e do cordão umbilical, pelo que o estado de vitamina D do recém-nascido ao nascer também aumenta. folha informativa do ODS sobre gravidez

EvidênciaPopulação ou desenhoResultadoComo interpretar
resumo do ODS de uma revisão Cochrane de 202410 ensaios; 3 867 grávidasA vitamina D isolada reduziu a hemorragia pós-parto grave com evidência de baixa certeza, mas não reduziu a pré-eclâmpsia, a diabetes gestacional, o baixo peso à nascença, o parto pré-termo nem outros desfechos principaisSinal interessante, mas não uma promessa ampla
Bialy et al., 2020Visão geral de ensaios aleatorizadosSem efeito significativo no parto pré-termo, na pré-eclâmpsia, na diabetes gestacional, no nado-morto, no baixo peso à nascença ou na cesariana; foi reportada uma redução de baixa qualidade em nascimentos de recém-nascidos pequenos para a idade gestacional (RR 0,72; IC 95% 0,52–0,99)Mais próximo da evidência de ensaio, mas ainda misto
meta-análise observacional de dose-resposta25(OH)D materna e desfechos ao nascimentoUma 25(OH)D materna mais elevada esteve associada a menor risco de baixo peso à nascença (RR cerca de 0,65), parto pré-termo (RR cerca de 0,67) e nascimento de recém-nascido pequeno para a idade gestacional (RR cerca de 0,61)Associação, não prova de causa e efeito
resumo do ODS dos ensaios sobre diabetes gestacional20 ECR; 1 682 mulheres com diabetes gestacionalA suplementação melhorou os perfis lipídicos maternos e esteve associada a menor ocorrência de parto pré-termo, hiperbilirrubinémia neonatal e hospitalização neonatal nesse subgrupoEspecífico desta condição, não uma alegação geral para a gravidez
resumo do ODS de uma meta-análise de quatro ECR3 931 mulheresSem efeito significativo nas anomalias congénitasNão assuma um efeito protetor mais amplo a partir deste desfecho

O que é plausível e o que não está estabelecido

O que parece plausível é corrigir um estado baixo de vitamina D, especialmente quando os níveis iniciais são baixos, porque o suplemento altera de forma fiável a 25(OH)D no sangue. O que não está estabelecido é uma promessa geral de que a suplementação previna a pré-eclâmpsia, a diabetes gestacional, o parto pré-termo, o baixo peso à nascença ou as anomalias congénitas em todas as grávidas. folha informativa do ODS sobre gravidez Bialy et al., 2020

O benefício com melhor suporte é um melhor estado de vitamina D; os resultados relativos aos desfechos da gravidez são mistos e dependem muito de quem foi estudado e de como o estudo foi feito.

Bialy et al., 2020 meta-análise observacional de dose-resposta folha informativa do ODS sobre gravidez

Que alimentos e luz solar podem ajudar mais?

Alimentos: uma breve lista de fontes úteis

A vitamina D provém apenas de alguns alimentos naturais, além de produtos fortificados. A ficha informativa para consumidores do NIH ODS refere fígado de vaca, gemas de ovo e queijo como fontes menores, e diz que os alimentos fortificados fornecem a maior parte da ingestão nos EUA; quase todo o leite nos EUA é fortificado com cerca de 3 µg (120 UI) por chávena, e muitos cereais de pequeno-almoço, bebidas vegetais, sumo de laranja, iogurte e margarina também são fortificados. ficha informativa para consumidores do NIH ODS

Que alimentos e luz solar podem ajudar mais?
A vitamina D provém apenas de alguns alimentos naturais, além de produtos fortificados.
Alimento ou grupo alimentarPorção típicaO que dizem as fontes fornecidas
Leite de vaca fortificado1 chávenaCerca de 3 µg (120 UI) por chávena no exemplo dos EUA citado pelo NIH ODS. ficha informativa para consumidores do NIH ODS
Bebidas vegetais fortificadas, cereais de pequeno-almoço, sumo de laranja, iogurte, margarinaVaria consoante o produtoIndicados como produtos fortificados, mas as fontes fornecidas não apresentam uma quantidade fixa para cada item. ficha informativa para consumidores do NIH ODS
Gemas de ovo, queijo, fígado de vacaVaria consoante a porçãoIndicados como fontes naturais menores. ficha informativa para consumidores do NIH ODS
Produtos para barrar fortificadosVaria consoante o produtoA margarina é indicada entre os produtos fortificados; as quantidades exatas dependem do produto. ficha informativa para consumidores do NIH ODS

Numa análise dos EUA de mulheres grávidas com idades entre 20 e 40 anos, a ingestão média de vitamina D apenas a partir dos alimentos foi de cerca de 5,5 µg/dia, e 92,1% estavam abaixo da Necessidade Média Estimada. Isso fica muito abaixo da dose diária recomendada (RDA) na gravidez nos EUA de 15 µg/dia (600 UI). ficha informativa do NIH ODS sobre a gravidez

A luz solar ajuda, mas não é fiável

A vitamina D pode ser produzida na pele após a exposição ao sol, e o NIH ODS observa que a maioria das pessoas obtém pelo menos alguma vitamina D desta forma. Mas nem o NIH ODS nem a EFSA indicam uma quantidade específica para a gravidez que a luz solar possa fornecer de forma fiável, e a EFSA diz que a contribuição da ingestão alimentar face à síntese cutânea é difícil de separar. ficha informativa para consumidores do NIH ODS Parecer Científico da EFSA

O que obtém do sol depende da latitude, estação do ano, tom de pele e comportamento quotidiano, pelo que varia de pessoa para pessoa e de mês para mês. É por isso que viver em espaços interiores ou passar pouco tempo ao ar livre pode tornar a luz solar uma estratégia fraca por si só, mesmo antes de ter em conta quanta vitamina D vem da alimentação. ficha informativa para consumidores do NIH ODS Parecer Científico da EFSA

Hábito prático de compra

Verifique no rótulo a quantidade por porção, porque os produtos fortificados dependem do produto específico e não são uniformes em todos os alimentos da categoria. ficha informativa para consumidores do NIH ODS

Que suplemento de vitamina D deve escolher?

D2 ou D3: leia o composto exato

A EFSA identifica a vitamina D em duas formas de suplemento: ergocalciferol (vitamina D2) e colecalciferol (vitamina D3), e diz que ambas se encontram em alimentos e suplementos alimentares parecer científico da EFSA sobre a vitamina D. É por isso que o rótulo importa: se disser apenas “vitamina D”, continua a precisar da lista de ingredientes para ver qual é a forma que está realmente no interior.

Ao comprar para a gravidez, o outro número na embalagem também importa tanto quanto isso. O NIH Office of Dietary Supplements indica 15 µg/dia, ou 600 UI/dia, como a Dose Diária Recomendada na gravidez, e 100 µg/dia, ou 4.000 UI/dia, como o limite máximo para adultos ficha informativa do NIH ODS sobre a gravidez. Se um produto indicar UI em vez de microgramas, a conversão deve estar clara na embalagem ou na página do produto.

Comprimidos, cápsulas, cápsulas moles, gotas ou sprays

FormatoO que verificarQuando lhe pode ser adequado
ComprimidosVitamina D por comprimido e por dose diáriaPretende um formato simples e fácil de contar
CápsulasD2 ou D3, mais a dose diária indicadaPrefere uma forma padrão para engolir
Cápsulas molesDose exata por cápsula molePretende uma dose numa única unidade
GotasDose por gota ou por mLEngolir comprimidos é difícil ou as náuseas tornam os líquidos mais fáceis
SpraysDose por pulverizaçãoPretende uma opção sem comprimidos

As formas líquidas podem ser especialmente práticas se os comprimidos forem difíceis de tomar, mas continua a aplicar-se a mesma regra: leia a quantidade fornecida numa dose diária, não apenas o rótulo frontal.

Multivitamínico pré-natal ou vitamina D isolada?

Se o seu multivitamínico pré-natal já incluir vitamina D, compare essa quantidade com qualquer produto separado de vitamina D antes de os combinar. O ODS observa que os produtos pré-natais são normalmente formulados para ajudar a satisfazer as necessidades da gravidez, e a RDA na gravidez mantém-se em 15 µg/dia (600 UI/dia) ficha informativa do NIH ODS sobre a gravidez. Um suplemento separado é mais fácil de comparar quando o rótulo indica se é um produto de vitamina D de ingrediente único ou parte de uma fórmula pré-natal.

Os indicadores práticos de qualidade são simples: dosagem clara, uma lista curta de ingredientes e, se a marca a disponibilizar, informação sobre testes por terceiros. Se a opção vegan for importante para si, verifique essa menção no rótulo em vez de presumir a origem do ingrediente apenas pelo nome do produto.

Quando o rótulo diz apenas “vitamina D”, leia o nome do composto, a dose diária e a conversão de unidades antes de comparar o preço.

Como deve tomá-la corretamente todos os dias?

A rotina mais simples é diária: tome vitamina D com uma refeição que contenha gordura, porque a ficha informativa para consumidores do NIH ODS descreve a vitamina D como lipossolúvel e mais bem absorvida com uma refeição que contenha gordura. Na ficha informativa sobre a gravidez do NIH, o objetivo habitual na gravidez é 15 µg/dia (600 UI/dia), e o limite máximo é 100 µg/dia (4.000 UI/dia). O objetivo prático é atingir a quantidade recomendada de forma consistente, não continuar a aumentar a dose por iniciativa própria.

Como deve tomá-la corretamente todos os dias?
A rotina mais simples é diária: tome vitamina D com uma refeição que contenha gordura, porque a ficha informativa para consumidores do NIH ODS descreve a vitamina D como lipossolúvel e mais bem absorvida com uma refeição que contenha gordura.

Conte o que já está no seu pré-natal

Antes de acrescentar um produto separado de vitamina D, verifique o rótulo do seu pré-natal. O ODS refere que quase todos os suplementos pré-natais nos EUA contêm vitamina D, com uma mediana de cerca de 13,8 µg (550 UI) por porção; os produtos sem receita tiveram uma média de 16,2 µg (646 UI), e os produtos sujeitos a receita cerca de 11,6 µg (462 UI). Isso faz com que valha a pena gastar um minuto extra a ler o rótulo, porque um pré-natal mais um segundo produto podem elevar o seu total mais do que esperava.

Tipo de suplementoQuantidade indicada pelo ODSO que verificar
Multivitamínico pré-natalMediana de 13,8 µg (550 UI) por porçãoConte isso no seu total diário
Pré-natal sem receitaMédia de 16,2 µg (646 UI)Leia cuidadosamente o tamanho da porção
Pré-natal sujeito a receitaMédia de 11,6 µg (462 UI)Não parta do princípio de que a quantidade corresponde à de outra marca

Torne a rotina fácil de repetir

Se as náuseas, as aversões alimentares ou a carga de comprimidos tornam a manhã difícil, passe a vitamina D para a refeição ou hábito diário que consegue manter de forma fiável. Tomá-la com a mesma refeição que contém gordura todos os dias mantém a rotina simples.

Não deixe que “mais” substitua “regular”

Os rótulos da vitamina D podem usar microgramas ou UI; nas orientações para a gravidez, 15 µg equivalem a 600 UI. Isso torna mais fácil evitar duplicações acidentais quando dois produtos indicam o mesmo nutriente em unidades diferentes.

Escolha uma dose diária, tome-a com alimentos e some toda a vitamina D do seu pré-natal antes de acrescentar qualquer outra coisa.

Quais são os limites de segurança e os grupos de risco?

Os limites máximos são tetos, não objetivos

O NIH Office of Dietary Supplements indica um limite máximo tolerável de ingestão de 100 µg/dia (4.000 UI/dia) para mulheres de 19–50 anos, incluindo grávidas e mulheres a amamentar. A revisão de 2012 da EFSA também fixou o limite máximo para adultos e adolescentes em 100 µg/dia, e a EFSA define o UL como a máxima ingestão diária crónica improvável de representar um risco de efeitos adversos. Por outras palavras, trata-se de um teto, não de uma dose-objetivo. relatório-resumo dos DRVs da EFSA

AutoridadePopulaçãoLimite máximoO que significa
NIH ODSMulheres de 19–50 anos, incluindo a gravidez100 µg/dia (4.000 UI/dia)Não trate o UL como um objetivo
EFSAAdultos e adolescentes100 µg/diaIngestão crónica máxima improvável de representar risco

Como se pode manifestar o excesso de vitamina D

Quando a ingestão de vitamina D é excessiva, a preocupação costuma ser a hipercalcemia e a sobrecarga de cálcio associada. A ficha informativa para consumidores do NIH enumera sinais de alerta, incluindo náuseas, vómitos, fraqueza muscular, confusão, perda de apetite, desidratação, micção excessiva, sede excessiva e cálculos renais. Estes são os sintomas que a maioria dos leitores deve reconhecer cedo; são motivo para deixar de acrescentar mais vitamina D e procurar aconselhamento médico. ficha informativa para consumidores do NIH ODS sobre a vitamina D

Medicamentos e a combinação de suplementos exigem verificação

As provas fornecidas referem especificamente tiazidas, orlistato, estatinas e esteroides como preocupações de interação. A questão prática é que os medicamentos podem alterar a absorção da vitamina D ou a forma como o cálcio é gerido, por isso a quantidade diária total de todos os produtos importa. ficha informativa para consumidores do NIH ODS sobre a vitamina D ficha informativa do NIH ODS sobre a vitamina D para profissionais de saúde página sobre vitamina D da Swedish Food Agency

Quem deve procurar primeiro a opinião de um profissional de saúde

  • Doença renal ou insuficiência renal crónica
  • Doença granulomatosa
  • Má absorção

O NHS Specialist Pharmacy Service diz que a monitorização de rotina é geralmente desnecessária na gravidez, mas a realização de testes pode ser apropriada quando estão presentes sintomas, má absorção, falta de adesão ou condições médicas específicas.

Ponto essencial: 100 µg/dia (4.000 UI/dia) é um teto de segurança, não um objetivo para a gravidez.

Quando deve ser testada a vitamina D na gravidez?

A análise sanguínea que importa

A análise ao sangue padrão é a 25-hidroxivitamina D sérica [25(OH)D]. A EFSA utiliza a concentração sérica de 25(OH)D como marcador do estado no seu parecer sobre a vitamina D, e o NIH Office of Dietary Supplements diz que é o principal indicador do estado da vitamina D. A EFSA observa também que a 25(OH)D é a principal forma circulante e tem uma semivida mais longa de cerca de 13 a 15 dias, razão pela qual é utilizada para refletir o estado global em vez de flutuações de curto prazo. EFSA Scientific Opinion on Dietary Reference Values for vitamin D NIH ODS Vitamin D fact sheet for health professionals

TesteO que refletePorque é utilizado na prática
25(OH)DPrincipal marcador circulante do estado da vitamina DUtilizado para avaliar o estado e orientar o acompanhamento

Quem normalmente precisa de fazer análises?

O rastreio de rotina não é universalmente recomendado numa gravidez sem complicações. O relatório científico do U.S. DGAC diz que a medição de 25(OH)D no soro ou no plasma geralmente não é recomendada para o rastreio de rotina de toda a população devido ao custo, à variação sazonal e às dificuldades de interpretação. O NHS Specialist Pharmacy Service afirma igualmente que a monitorização de rotina na gravidez é geralmente desnecessária. 2015 DGAC Scientific Report NHS Specialist Pharmacy Service guidance on vitamin D deficiency treatment during pregnancy

Fontes do NHS referem que a medição repetida após o tratamento é tipicamente feita ao fim de 3 a 6 meses para verificar se o nível mudou. O Cambridge University Hospitals assinala também que a análise ao sangue da vitamina D pode ser utilizada no contexto de uma clínica de perdas gestacionais recorrentes. NHS Specialist Pharmacy Service guidance on vitamin D deficiency treatment during pregnancy Cambridge University Hospitals recurrent pregnancy loss clinic information

Como os resultados são interpretados

A interpretação não se baseia apenas num único número. A EFSA conclui que 50 nmol/L é um valor-alvo adequado para a 25(OH)D sérica no seu trabalho sobre valores de referência alimentares, mas também salienta a variabilidade da evidência e dos resultados relacionados com a gravidez. É por isso que o intervalo de referência do laboratório, o método de análise e o quadro clínico completo são todos importantes quando um resultado é comunicado. EFSA Scientific Opinion on Dietary Reference Values for vitamin D

As análises de rotina não são para todas as gravidezes; são mais úteis quando existe uma razão clínica clara para medir a 25(OH)D e interpretá-la no contexto.

Quando uma mulher já está em tratamento ou num regime de dose elevada, o objetivo da análise é geralmente o acompanhamento, não o rastreio. Essa distinção ajuda a evitar análises ao sangue desnecessárias e reduz o risco de interpretar um resultado isoladamente. NHS Specialist Pharmacy Service guidance on vitamin D deficiency treatment during pregnancy

Segurança e precauções

Não trate 100 µg/dia (4 000 UI/dia) como um objetivo, e deixe de acrescentar mais se notar náuseas, vómitos, fraqueza, confusão, sede, micção excessiva ou cálculos renais. Consulte um profissional de saúde antes de usar vitamina D com medicamentos como tiazidas, orlistato, estatinas ou esteroides, e obtenha aconselhamento individual durante a gravidez, a amamentação ou para crianças.

É necessária cautela adicional se tiver doença renal, insuficiência renal crónica, doença granulomatosa ou má absorção, ou se a sua dose vier de mais do que um produto. Se estiver grávida, a amamentar ou a considerar vitamina D para uma criança, peça a um profissional de saúde que confirme o total diário adequado.

Suplementos com as substâncias do artigo

Compare composição, dose e preço

Perguntas frequentes

Posso continuar a tomar vitamina D durante a amamentação?

Sim, a vitamina D pode continuar a fazer parte da rotina diária durante a amamentação. O artigo observa que a Suécia usa a mesma ingestão de referência de 10 µg/dia para adultos, grávidas e mulheres a amamentar, e que o limite máximo do NIH para mulheres dos 19 aos 50 anos também inclui mulheres a amamentar. Se estiver a tomar medicamentos ou tiver uma condição médica, peça a um profissional de saúde que confirme o seu total diário.

Quanto tempo costuma demorar até um nível baixo de vitamina D melhorar depois de começar a tomar suplementos?

O artigo não dá um número exato de dias para todos os casos. Diz que o estado da vitamina D é normalmente reavaliado ao fim de 3 a 6 meses quando alguém está a ser acompanhado após tratamento, e que a 25(OH)D muda mais lentamente do que uma única refeição ou um único dia de sol. Se o seu nível estava baixo, o seu médico pode dizer-lhe quando faz sentido repetir a análise.

Posso começar ou continuar a tomar vitamina D assim que tiver um teste de gravidez positivo?

A vitamina D é habitualmente tratada como uma ingestão diária na gravidez, por isso o artigo não descreve qualquer período de espera especial. Se já começou um suplemento pré-natal ou um produto separado de vitamina D, conte o total de todos os produtos e mantenha-o dentro da quantidade diária prevista. Se tiver doença renal, má absorção, doença granulomatosa ou tomar medicamentos que possam interagir, fale primeiro com um profissional de saúde.

Se tiver uma segunda gravidez pouco tempo depois do parto, preciso de rever o meu plano de vitamina D?

Se uma segunda gravidez acontecer pouco tempo depois do parto, faz sentido rever novamente o plano completo em vez de assumir que nada mudou. O artigo diz que a mesma ingestão de referência de 10 µg/dia é usada na Suécia para adultos, grávidas e mulheres a amamentar, mas também sublinha que a vitamina D dos suplementos pré-natais e dos produtos separados deve ser contada em conjunto. Um profissional de saúde pode ajudá-la a ajustar o total se estiver a amamentar, a tomar medicamentos ou tiver uma condição médica.

Fontes

  1. Vitamin D - Consumer (link externo)
  2. Scientific Opinion on Dietary Reference Values for vitamin D (link externo)
  3. Effect of maternal vitamin D status on risk of adverse birth outcomes: a systematic review and dose-response meta-analysis of observational studies. (link externo)
  4. D-vitamin (link externo)
  5. Vitamin D - Health Professional Fact Sheet (link externo)
  6. L – 2020 nr 08 (link externo)
  7. Dietary Supplements and Life Stages: Pregnancy - Health Professional Fact Sheet (link externo)
  8. Vitamin D supplementation to improve pregnancy and perinatal outcomes: an overview of 42 systematic reviews - PubMed (link externo)
  9. Vitamin D - Consumer (link externo)
  10. Dietary Reference Values for nutrients Summary report (link externo)
  11. Version 10 (June 2024) (link externo)
  12. Upper intake levels reviewed for vitamin D and calcium | EFSA (link externo)
  13. Table of Contents (link externo)
  14. Vitamin D deficiency: treatment during pregnancy – NHS SPS - Specialist Pharmacy Service – The first stop for professional medicines advice (link externo)
  15. Recurrent pregnancy loss clinic information | CUH (link externo)

Leia mais

Mais em Supplements